A IMIGRAÇÃO E A ECOLOGIA

Ser-se nacionalista, neste novo século tem de passar também pelo ser-se nacionalista em termos ecológicos e querer proteger a fauna, a flora, enfim, as características naturais que fazem parte do património do nosso país e que constituem também um traço distintivo da nossa Nação. Estas características estão cada vez mais ameaçadas por interesses económicos sem escrúpulos e sem Pátria, que procuram desbaratá-los. A legislação em vigor não é aplicada, ou é insuficiente, face à corrupção e à impunidade que grassam em Portugal.

A atracção de pessoas do interior para os grandes centros urbanos estão na origem deste problema, mas as vagas desordenadas de imigrantes vieram agravá-lo seriamente, pois constituem uma sobrecarga também para o meio ambiente. De um modo geral, os imigrantes não possuem qualquer formação de carácter ambiental, contribuindo em muito para uma destruição acelerada das zonas urbanas, destino privilegiado para a sua fixação. Sendo Portugal e a Europa zonas industrializadas, a braços com graves problemas em termos ambientais, as vagas de imigrantes, que os nossos governantes mentirosos dizem estar a deter, agravam os problemas decorrentes do urbanismo, já que a construção de ainda mais bairros e a degradação assim causada em termos urbanísticos e paisagísticos criam inúmeros problemas de exagerada pressão demográfica urbana, falta de saneamento básico e de tratamento de esgotos e de resíduos, etc., o que contribui para a disseminação de doenças e exaustão acelerada de recursos preciosos, nomeadamente (e principalmente!) a água potável. A existência de uma política de imigração baseada em interesses económicos e não na defesa dos interesses nacionais, torna as políticas ecológicas num simples paliativo, dado que a sua aplicação nas zonas urbanas é impossível em virtude das circunstâncias actuais.

As dificuldades de abastecimento das nossas cidades em termos de água e luz (recordamos que Portugal é um país cujos recursos hídricos estão cada vez mais esgotados) tornam-se assim gritantes, exigindo um esforço insuportável aos escassos recursos existentes.

A população não tem crescido pois, de modo natural e uniforme, mas de forma artificial, concentrada nas grandes áreas urbanas e suburbanas. E a imigração em massa está a exigir a Portugal um esforço em termos de exploração de recursos injustificado, já que sacrificamos os recursos que deveríamos legar às gerações futuras, em nome dos interesses de grupos económicos que não olham a meios para atingir o lucro imediato e de cidadãos estrangeiros.

João Franco – Jovem NR, nº3

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