ÁGUIA IMPERIAL

A preservação do reino animal é uma preocupação e uma batalha de qualquer ecologista que se preze. Nesse mesmo sentido falaremos então do perigo que corre a águia-real, animal conhecido pelo seu porte, elegância e altivez. Vamos então neste artigo fazer uma caracterização geral desta espécie, seus aspectos morfológicos, localização geográfica, populações existentes e, claro está, os principais aspectos que ameaçam esta bela espécie, tudo com destaque especial para o nosso País.

A Águia-Real, que tem por nome científico Aquila chrysaetos, pertence à Família Accipitridae e é uma espécie sedentária que se destaca pelo seu grande porte, que pode variar ligeiramente de região para região. No caso das populações dos Himalaias e da Ásia Central, o macho pesa cerca de 4Kg e as fêmeas cerca de 6Kg. Nas populações do Nordeste da Europa e da América do Norte, os machos pesam cerca de 3,5Kg e as fêmeas 5Kg. Em termos de dimorfismo sexual, para além da diferença de peso existente entre os dois membros do casal, existe uma diferença evidente no tamanho, sendo o macho mais pequeno 20 cm em altura e cerca de 30 cm em envergadura que a fêmea. A coloração das retrizes é outro aspecto evidente na diferenciação do sexo pois, em geral, o macho apresenta maior número de manchas transversais escuras na cauda.

Outra característica interessante é variação da coloração deste animal, nomeadamente nas suas asas que, quando é jovem, apresenta manchas brancas nas asas principais e secundárias e a na sua cauda as retrizes são brancas com barra terminal preta. Até aos 4 anos de idade (idade adulta) as manchas brancas vão desaparecendo e dando lugar a penas castanhas ou mesmo acinzentadas. Numa fase final a ave é castanha, com a nuca dourada, podendo em alguns caso conservar alguma cor esbranquiçada na cauda. Em termos de habitat podemos dizer que esta ave ocupa vastas áreas vitais, preferencialmente instaladas em espaços pouco humanizados, com encostas declivosas, agrestes e sempre com escarpas rochosas, situadas em zonas montanhosas e vales de grandes rios. Evita águas interiores e zonas húmidas, assim como florestas densas, preferindo áreas abertas com vegetação baixa ou dispersa, especialmente declives e planaltos que possibilitam uma extensa área de visão e uso de correntes de ar quente. Nidifica em afloramentos rochosos, como margens escarpadas de rios, cristas de montanhosas e até falésias litorais, e ocasionalmente em árvores (5 a 10% dos casais). Utiliza rochedos, árvores e outros pontos de observação como poleiros. Alimenta-se essencialmente em matos abertos e zonas de escassa vegetação, sendo que a sua capacidade procurar alimento aliado à sua dieta específica fá-la procurar alimento onde o número de presas é baixa. Na sua dieta esta alimenta-se de presas de pequena dimensão, tais como lagomorfos, grandes répteis, aves diversas e carnívoros, e quando decide alimentar-se mais recorre a cadáveres de ovinos e caprinos. Trata-se de uma espécie monogâmica, sendo que os laços entre macho e a fêmea podem durar até 2 dezenas de anos. Cada território possui um número variado de ninhos que o casal ocupa alternadamente todos os anos. Produz 1/2 crias por ano, e o processo nidificante decorre no nosso país entre Março e Julho.

Esta espécie distribui-se a nível mundial desde a Europa Ocidental até à Ásia, Norte de África, ocorrendo também em grande parte da América do Norte. Em Portugal, e de acordo com censo nacional de 1997, podemos dizer que existe uma população entre 61 e 66 casais efectivos. Entre 15 e 18 desses casais possuem os seus territórios distribuídos ao longo de vales fronteiriços (Douro e Águeda). A restante população encontra-se nos vales do Sabor, Côa, Guadiana, Douro Nacional, Tejo e nas Serras a noroeste do país, Alvão e Gerês. A nordeste e a sul do nosso país a situação actual não é totalmente desfavorável, visto que apresenta estabilidade e até algum incremento, contrariando a noroeste onde a espécie se encontra no limiar da extinção.

Após isto perguntar-nos-emos: Existe realmente perigo eminente de extinção para esta espécie? O estatuto de conservação desta espécie não deixa dúvidas.

Estatuto de Conservação

Europeu: Rara.
Nacional (Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal (SNPRCN 1990): Em Perigo.
Espanha: Rara.
SPEC: 3 (Espécie com estatuto de conservação desfavorável, não concentrada na Europa).

As principais razões que levam a esta situação são a perseguição humana através do abate a tiro, da utilização de iscos envenenados e da pilhagem de ninhos, motivada por conflitos associados ao seu comportamento predatório, explicam grande parte desta triste situação. Mas existem outros factores tais como o choque com linhas aéreas e cabos de alta tensão, a escassez de presas como o coelho bravo devido a doenças como a pneumonia viral hemorrágica, a construção de infra-estruturas como barragens e estradas que alteram o habitat natural das espécies incluindo a águia-real e falta de sensibilização da população para a necessidade de protecção da natureza.

Seja Responsável, Proteja a Natureza! É um dever de todos nós.

Afonso Lima

1 Resposta to “ÁGUIA IMPERIAL”


  1. 1 jonatan 13/02/2009 ás 19:26

    mais crédo ñ tem nada q eu qero aq!!!


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