Perante este cenário assombroso quais os caminhos que podemos e devemos percorrer?
Em primeiro lugar urge fazer uma reflexão séria e científica sobre a temática energética, algo que em Portugal, infelizmente, é sistematicamente relegado para segundo plano. Uma rápida análise sobre a questão leva-nos a concluir que a produção e uso de energia nos dias de hoje é concebida baseando-se na visão da oferta; a energia é vista como algo que se pode gastar indefinidamente (e quanto mais, melhor). É, assim, uma visão centralista e uniformizadora, que recusa uma aplicação local consoante a procura e necessidades dos consumidores, que tem como principal consequência o rápido esgotamento dos recursos naturais. Um exemplo desta situação é o Serviço Nacional de Saúde (SNS), aqui entendido como entidade energética: Ao invés de uma implantação local/regional, pois nem todas as zonas do país têm certamente os mesmos índices de procura, distribuiu-se, sobretudo no pós-25Abril, hospitais e centros de saúde – como se de panfletos se tratassem! – de forma “uniforme”. O resultado está à vista de todos: O SNS encontra-se hoje desgastado e mutilado, com o encerro de muitas unidades um pouco por todo o país, para desespero das populações locais. Continue a ler ‘DA PROBLEMÁTICA ENERGÉTICA À ECOLOGIA RADICAL (parte II)’

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